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Intercâmbio

Dicas de Preparação

Quem planeja fazer uma viajem ao exterior deve lembrar que existem documentos a serem providenciados. Alguns deles, como o visto e o passaporte, costumam demorar a ficarem prontos. Por isso, é essencial não deixar para providenciar tudo na última hora. Veja tudo que precisa organizar antes do embarque para fazer uma viagem tranquila e sem imprevistos.

Controle de Gastos

Com um bom planejamento financeiro pode-se aproveitar muito bem o intercâmbio sem gastar todo o dinheiro de uma vez.

Quem pensa em fazer uma viagem de intercâmbio deve começar logo a preparar o bolso.

Mas, embora o investimento em programas de trabalho ou estudo no exterior seja considerável, não há necessidade de sacrificar todo o orçamento individual ou familiar.  Para isso, uma boa dose de planejamento financeiro é essencial.

O ideal é começar a organizar a viagem com pelo menos um ano de antecedência. Assim, há tempo para pesquisar ater-se a todos os detalhes que envolvem o custo de um intercâmbio.

Do destino à acomodação, do mês do embarque ao tipo de programa escolhido, tudo isso e um pouco mais acabam pesando no bolso. E, quando se está lá fora curtindo o intercâmbio, é importante saber controlar os gastos.

Caso o participante decida contratar uma agência, terá de pagar pelo curso e pela acomodação ainda no Brasil. O valor costuma ser em dólar convertido em real pelo câmbio do dia.

O pagamento pode ser parcelado. Algumas empresas dividem o pagamento em várias vezes, desde que as parcelas sejam quitadas antes do embarque.

Se o intercambista for viajar por conta própria, estará livre de algumas taxas cobradas pelas agências, mas terá de lidar com toda a burocracia envolvida.

Algumas orientações sobre como reduzir gastos com o intercâmbio sem torná-lo menos interessante podem ser úteis:

A escolha do destino

Antes de escolher o país onde vai estudar ou trabalhar, além de levar em conta fatores como afinidade cultural e idioma, é bom considerar o custo de vida, que varia muito de país para país e até de cidade para cidade.

Sabendo com antecedência o preço de uma refeição simples e uma passagem de ônibus ou metrô é possível ter uma idéia de quanto terá de desembolsar durante a estada.

O valor do câmbio entre o real e a moeda vigente do lugar também interfere no custo de vida de cada país. Para se ter uma idéia, a libra do Reino Unido é mais cara do que o euro e vale aproximadamente o dobro do dólar.

O fator distância também deve ser considerado, uma vez que o preço da passagem aérea é mais caro para lugares distantes.

Depois de comparar todos esses valores, pode-se escolher o país que sai mais em conta.

Se o objetivo é estudar inglês, por exemplo, a África do Sul ou o Canadá têm preços mais acessíveis que os Estados Unidos e a Inglaterra.

Se quiser aprender espanhol, financeiramente compensa mais escolher um país da América Latina do que ir para a Espanha.

Caso a intenção seja estudar e trabalhar, optar por países como Irlanda, Austrália e Reino Unido permitem ao estudante estrangeiro exercer alguma atividade remunerada. Além de enriquecer a experiência, um dinheiro a mais para ajudar a pagar as contas é sempre bem vindo.

Data e Passagem

O participante que deseja economizar deve evitar marcar sua viagem para um período que coincida com os meses de alta temporada.

Em dezembro, janeiro, fevereiro, julho e agosto, os preços nas grandes cidades chegam a ficar 30% mais caros, encarecendo o custo de vida.

Por outro lado, viajando na baixa temporada (entre os meses de abril e maio ou setembro e outubro), o valor do bilhete aéreo estará mais em conta. Melhor ainda se for adquirido com bastante antecedência, o que ajuda a baixar ainda mais o preço.

Outra forma de conseguir um bom desconto na passagem é usar as carteirinhas internacionais, como a de estudante, professor ou jovem.

Verifique se a companhia aérea oferece essa possibilidade.

Muitas agências também podem conseguir um abatimento no valor do bilhete.

Custo de Vida

Além de todas as despesas que devem ser pagas antes do embarque, é preciso ficar atento ao dinheiro que será gasto durante a viagem.

Mil dólares são suficientes para passar um mês sem contratempos financeiros e ainda fazer umas compras.

Se todas as refeições estiverem inclusas e não houver intenção de comprar alguma coisa, 500 dólares são suficientes para passar um mês na maioria dos países.

Quem vai fazer High School com pensão completa consegue se virar com menos ainda: 200 dólares mensais são o bastante.

Administrando o dinheiro

Para administrar bem o dinheiro enquanto estuda ou trabalha, é bom estabelecer quanto poderá gastar por dia. Além disso, é aconselhável deixar uma reserva de cerca de 100 dólares para cobrir eventuais emergências.

Ao sair para passear, controlar os impulsos consumistas que costumam aflorar em quem vai para o exterior é uma boa medida. Evitar fazer compras nos primeiros dias, quando tudo é novidade é uma delas (após uma semana, o encanto passa evita-se gastar dinheiro com bobagens).

Deixar para fazer as compras logo antes de voltar dá uma idéia mais clara de quanto se pode gastar. Por isso, é bom conhecer também as lojas que oferecem os melhores preços.

Em relação aos gastos cotidianos, o participante pode utilizar à vontade o transporte público que geralmente é excelente nos países desenvolvidos, procurando ainda fazer as refeições no refeitório da escola ou no bandejão da universidade.

Os supermercados também costumam ter boas opções para comprar refeições baratas e saudáveis.

Matando a Saudade


Para falar com a família ou com os amigos, o e-mail é a melhor opção.

Quando a saudade bate forte, pode-se comprar um cartão telefônico internacional ou combinar um horário com a família para que esta telefone para o intercambista na casa da família onde está hospedado.

Exames de Proficiência

Exame de proficiência é como se chama a avaliação formal de reconhecimento internacional para se obter diploma de fluência em um idioma.

Cada idioma possui um ou mais tipos de exame de proficiência.  Por exemplo: no espanhol tem-se o DELE (Diploma de Español como Lengua Extranjera), que expede diploma reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura da Espanha.

Os exames de proficiência são aplicados para vários níveis de aprendizagem (acadêmico ou não). De acordo com as exigências mínimas de instituições estrangeiras, o nível intermediário acadêmico é obrigatório para obtenção de bolsas e avançado para ingresso em cursos superiores. Também costumam serem exigidos por empresas estrangeiras como pré-requisito para suas vagas.

Portanto, seu objetivo é avaliar a capacidade de compreensão e interpretação na leitura de diferentes tipos de textos científicos, narrativos, dissertativos e descritivos escritos em um idioma específico, e identificar a habilidade do estudante/intercambista para construir sentidos, a partir de seu conhecimento da língua, e sobre como os textos e os discursos são produzidos, tomando como referência seu conhecimento de mundo e o contexto sócio-histórico.

Assim, temos como exemplo o exame TOEFL (Test of English as a Foreign Language) que objetiva avaliar o inglês do intercambista que pretende ingressar nas universidades americanas ou canadenses, e o TOEIC (Test of English for International Communication), voltado para a proficiência no mercado de trabalho.

Cabe ressaltar que, apesar do inglês ser um idioma falado em vários países, os testes de proficiência costumam ser diferentes pra avaliar o inglês americano e o britânico, por exemplo. Como se percebe, os tipos de exame de proficiência variam de acordo com o país e a língua.

A título exemplificativo, destacam-se:


ZMP (Zentrale Mittelstufenprüfung) de idioma alemão;

DELE (Diploma de Espanõl como Lengua Extranjera) de idioma espanhol (Atesta três níveis de conhecimento o básico, intermediário e avançado, sendo que este último habilita a lecionar o idioma);

No idioma francês, o DELF (Diplome d’Études em Langue Française);

No inglês:

Universidade de Cambridge. Reconhecido no mundo inteiro como prova da competência em inglês e aceito para ingresso em algumas universidades.

IELTS (International English Language Testing System), exigido para ingresso em universidades no Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia. O IELTS é uma excelente opção para quem busca uma certificação internacional com reconhecimento mundial, pois é reconhecido como a maneira mais eficiente de comprovar os conhecimentos em língua inglesa. É aceito em todas as instituições do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, além de também ser aceito nos Estados Unidos, Canadá e outros países de língua inglesa, tornando-se uma ótima opção para quem pretende iniciar um curso no exterior. Também exigido em processos de visto para estudante em países como Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

TOEFL (Test of English as a Second Language), exigido para admissão em universidades e faculdades nos Estados Unidos e Canadá. Este exame de proficiência em inglês é reconhecido no mundo inteiro por universidades e empresas como comprovação de fluência em inglês. Também é pré-requisito para matrícula de alunos internacionais na maioria das faculdades e universidades americanas. Muitas empresas aceitam o resultado do Toefl como prova dos conhecimentos de inglês de seus candidatos e funcionários.

GMAT (Graduate Management Admission Test), exigido para ingresso nos cursos de MBA nas universidades americanas.

GRE (Graduate Record Examinations), exigido para ingresso em cursos de pós-graduação em universidades americanas.

TOEIC (Test of English for International Communication), exame de inglês para negócios e profissionais.

O intercambista deve sempre verificar qual o tipo de exame de proficiência necessário para o ingresso no curso superior ou ramo de negócios e a viabilidade de prestar esse exame no Brasil. Deve-se verificar também as taxas e prazo de validade de cada um.

Passagem Aérea

Algumas agências de viagem e de intercâmbio oferecem um bom desconto a intercambistas estudantes. Vale a pena conferir as vantagens de se ter a carteira de estudante internacional.

Se for viajar em dezembro, janeiro, fevereiro, julho e agosto, é bom comprar o bilhete aéreo com antecedência, já que nesses meses de alta temporada a procura é grande.

Dessa forma, também se pode conseguir tarifas mais em conta.

Passagens Aéreas para Estudante


Como estudante no exterior, o intercambista pode viajar na classe econômica que possui lugares destinados a esse fim.

Como são passagens com desconto, são poucos os assentos destinados para esse fim. Assim, o intercambista que quer desfrutar dessa vantagem deve reservar sua passagem com bastante antecedência.

Além dos descontos nas vantagens aéreas, o intercambista estudante tem outros direitos como:

- Ter a validade de suas passagens em vigor por um ano, enquanto as passagens aéreas comuns têm validade de 3 meses apenas
- Nova emissão do bilhete em caso de roubo ou extravio
- Paradas combinadas ao longo da viagem

Importante destacar que na passagem aérea de estudante os bilhetes já são emitidos com a taxa do embarque de retorno incluso.

Pré-requisitos


Ter entre 12 e 34 anos

Comprovar matrícula de curso ministrado na cidade destino.

Carteira de Estudante Internacional

Possibilita descontos em passagens aéreas, museus, teatros, cinemas, restaurantes, e alojamento em diversas cidades do mundo.

Todos aqueles que estejam fazendo um curso regulamentado pelo MEC tem direito a adquiri-la.

Passaporte

O passaporte é uma das providências necessárias para se fazer intercâmbio.

Porém, é importante lembrar que existe uma série de documentos que precisam ser apresentados à Polícia Federal para sua emissão, como também, existem prazos e taxas a serem observados.

Assim, para evitar incômodos, é importante conhecer o procedimento para retirada do passaporte.

Para sua solicitação basta acessar o site da Polícia Federal e fazer o requerimento conforme os procedimentos e seguindo as orientações de datas de entrevistas, pagamentos de taxas e entrega de formulários.

Documentação necessária


- Carteira de identidade e certidão de casamento com a devida averbação, se for o caso, para as pessoas que tiverem o nome alterado em razão de casamento, separação ou divórcio;
- Carteira de Identidade Civil (RG) ou Certidão de Nascimento para os menores de 12 anos;
- Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (dos dois turnos, se houve).
- Documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório, para os intercambistas do sexo masculino de 19 a 45 anos de idade;
- Certificado de Naturalização, para os naturalizados;
- Comprovante de pagamento da taxa, por meio da guia GRU (Guia de Recolhimento da União).
- Apresentar o Passaporte anterior, quando houver (válido ou não).

Todos os documentos devem ser originais. Havendo dúvida, o intercambista deve sempre procurar entrar em contato com a Polícia Federal.

Documentos que podem ser aceitos como documento de identidade


- Cédula de identidade expedida por Secretaria de Segurança Pública;
- Carteira funcional expedida por órgão público, reconhecida por lei federal como documento de identidade válido em todo território nacional;
- Carteira de identidade expedida por comando militar, ex-ministério militar, pelo Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar;
- Passaporte brasileiro anterior;
- Carteira nacional de habilitação expedida pelo DETRAN (modelo atual);
- Carteira de identidade expedida por órgão fiscalizador do exercício de profissão regulamentada por lei;
- Carteira de Trabalho e Previdência Social-CTPS.

Seguro Viagem

Aqueles que desejam participar de um programa de intercâmbio têm que observar a importância de fazer um seguro ou um plano de assistência para o período de viagem, pois todas as pessoas estão sujeitas a imprevistos.

Sendo que a maioria dos seguros no Brasil não cobre despesas médicas no exterior, é de grande importância fazer um seguro-viagem para se ter uma viagem tranquila, tendo cobertura para assistência médico-hospitalar e despesas farmacêuticas, entre outros serviços.

Obrigatoriedade em alguns países


Assim como o intercambista, muitos países também não desejam arcar com despesas médicas, hospitalares, tampouco despender recursos para tal fim.

Dessa forma, alguns países passaram a exigir a apresentação de um plano de assistência médica para que o estrangeiro possa ingressar em seu território.

A partir da criação do Tratado de Schengen, por exemplo, passou a ser necessário que o intercambista tenha um seguro que cubra todo o período de permanência no país escolhido, desde que esse seja igual ou superior a três meses.

Além da parte burocrática, estar segurado contra imprevistos indesejáveis e poder contar com uma assistência num país que não é o seu, são sempre uma grande ajuda ao intercambista, pois muitas vezes o parente mais próximo está a milhares de quilômetros. Assim, poder contar com assistência médica e farmacêutica, por exemplo, é um grande alívio também para a família do intercambista.

Os tipos de seguro e os valores variam conforme a empresa.


Tratado de Schengen

É um acordo internacional firmado por países participantes da Comunidade Européia, que torna obrigatória a comprovação do viajante possuir algum tipo de assistência à viagens no valor mínimo de trinta mil euros.

São países signatários do Tratado de Schengen:
- Alemanha
- Áustria
- Bélgica
- Dinamarca
- Espanha
- Finlândia
- França
- Grécia
- Holanda
- Islândia
- Itália
- Luxemburgo
- Noruega
- Portugal
- Suécia

Canadá, Austrália, África do Sul e demais países também utilizam a política de obrigatoriedade de seguro viagem.

Benefícios

O participante que tem seguro-viagem possui assistência no caso de enfermidades, acidentes, despesas médicas e odontológicas, despesas por atraso ou cancelamento de vôo, garantia de viagem de regresso e muitos outros.

Intercâmbio sem roubada

Um mundo de oportunidades se apresenta para quem decide fazer uma viagem de intercâmbio. No entanto quem quiser aproveitar essa experiência por completo, deve estar com a mente aberta para lidar com circunstâncias que serão totalmente novas na vida do intercambista.

Para muitos, trata-se da primeira viagem ao exterior e também da primeira vez que passarão um longo tempo longe do conforto de casa e da companhia dos pais.

Por isso, estar ciente de que o estilo de vida lá fora será bem diferente do que tem aqui no Brasil é o primeiro passo para encarar algumas ciladas que podem surgir durante o intercâmbio.

A seguir, alguns dos principais problemas pelos quais vários intercambistas já passaram e as dicas para resolver essas situações.

Dificuldades de se inserir na cultura local


A saudade é a grande vilã quando o assunto se refere às dificuldades dos intercambistas. Mas é preciso ter-se em mente que o dia-a-dia está ocorrendo em outro local; sendo assim, é importante vivenciá-lo plenamente.

Para muitos, é difícil resistir à tentação de ficar no computador conversando com os amigos pelo computador ou de ligar diariamente para a família.

Ao levar uma vida que se resume à escola e ao computador, o intercambista deixa de aproveitar o melhor da viagem: conhecer uma cultura diferente, fazer novas amizades e desenvolver o idioma.

Solução


Segundo os psicólogos, o grau de envolvimento de um intercambista com a nova cultura varia de uma pessoa para outra.

Porém, mesmo os mais reservados e tímidos aproveitam com facilidade as experiências de um intercambio.

Uma boa forma de fazer amizade com os nativos é participar de atividades coletivas, como as que envolvem esporte ou música, por exemplo.

Também é fundamental ser aberto ao novo, procurar os passeios na sua cidade, além de conhecer a cultura local.

Quanto às conversas on line ou no telefone com a família, aconselha-se reservar um dia da semana para manter os contatos e as notícias.

Adaptação em uma cidade pequena


Quando se pensa em Estados Unidos logo vem à cabeça a imagem dos grandes prédios de Nova York ou o glamour de Los Angeles.

Pois, em alguns casos, principalmente nos programas de High School, o intercambista vai para cidades do interior de estados como Kansas ou Texas, com 10 mil habitantes em média.

Solução


Uma boa solução é procurara conhecer quais são os atrativos e o que a cidade pode oferecer em termos de entretenimento e cultura, como cinemas, teatros, ginásios esportivos, lanchonetes, etc.

Também é comum uma maior proximidade entre pessoas nas cidades menores. Portanto, fazer amizades pode ser uma ótima solução para conhecer coisas novas.

Mostrar um pouco da cultura brasileira também pode proporcionar bons momentos, seja na culinária, na música, etc.

Atividades extracurriculares oferecidas pelas instituições de ensino também podem ser de seu interesse. Lá, você também conhecerá pessoas que possam compartilhar de seus gostos.

E, quando estiver em casa, assistir TV e DVDs ajuda a distrair e a praticar o idioma.

Família hospedeira


Quando o intercambista decide realizar um programa onde permaneça na casa de uma família, a agência responsável pelo intercâmbio faz uma rigorosa seleção, mas nada garante que a relação com os novos pais será perfeita. Portanto o intercambista terá de se adaptar às regras da família anfitriã a fim de evitar problemas ou futuros conflitos.

Solução


Para que se possa perceber como são as pessoas da família anfitriã e ir conhecendo um pouco sobre ela, o ideal é entrar em contato com a família antes de chegar lá. Enviar um e-mail agradecendo a hospitalidade pode ajudar a estabelecer uma boa relação.

Também é importante conhecer as regras da casa no que diz respeito a horários de almoçar, acordar, tarefas domésticas, etc.

Caso aconteça alguma constrangedora, ou mesmo, grave, o participante deve entrar em contato com o Coordenador do Intercâmbio no local para tentar solucionar o problema, ou mesmo, mudar de família.

Regras e leis


É importante conhecer as leis do local onde o intercambista vai estar para que não acabe se metendo em confusão.

Às vezes, o simples desconhecimento das normas faz com que o participante tome atitudes que podem desligá-lo do programa.

Em países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, existe limite de idade para beber.

Outro caso bastante comum ocorre em certos países europeus, onde não há catraca em trens ou metrôs (o que não desobriga os passageiros de comprar o bilhete). Quem for pego sem a passagem pode ter de pagar uma pesada multa.

Também nunca é demais advertir que quem trabalha no exterior sem o visto adequado está sujeito a ser deportado.

Solução


Antes de embarcar é importante procurar informações sobre os costumes e as leis do país e, quando o intercambista estiver no seu destino, procurar informações com a família anfitriã e colegas.

Readaptação


O intercambista que passa um bom período morando fora de seu país pode estranhar um pouco o retorno aos costumes e à rotina do dia-a-dia, da mesma forma que ocorre quando chega no país escolhido.

Os vínculos com os novos amigos e com a família anfitrião muita vezes faz com que om participante sinta a dor da despedida.

Solução


É preciso voltar à rotina e ter consciência de que tudo aquilo que foi conquistado com o intercâmbio vai ajudar a desfrutar sua vida pessoal e profissional.

Vacinas

Quando se vai para um ambiente novo, como no caso do intercambista, as pessoas costumam ficar mais propensas à aquisição de doenças infecto-contagiosas.

As novidades, o cansaço da viagem, a mudança de clima e todos os novos fatores que surgem ao redor do intercambista contribuem para esse quadro.

Portanto, é importante estar atento às normas e exigências dos países estrangeiros para que nenhuma doença daquele país estrague o intercâmbio.

As indicações de vacina variam com a idade, o local para onde se viaja, o tempo de permanência no país, a época do ano, o meio de transporte, os hábitos locais, o tipo de programa escolhido (negócios, estudo, etc.) e, até mesmo, o país de onde provém.

Os países adotam essa medida visando à proteção de sua população. Assim, é uma medida a ser respeitada e obedecida.

Informações e orientações necessárias sobre vacinação devem fazer parte do planejamento de viagem, pois algumas vacinas precisam ser tomadas dentro de um espaço de tempo pré-estabelecido antes do embarque, o que pode comprometer o intercâmbio dos mais desavisados.

Consulte o consulado ou a embaixada no Brasil para saber se você tem de se vacinar. Em caso positivo, procure a Secretaria da Saúde de seu estado ou postos de vacinação localizados em alguns aeroportos do país.

O Portal Consular dentro do site do Ministério das Relações Exteriores é um bom recurso para quem deseja informações mais detalhadas.

Antes de viajar


Antes de tomar alguma vacina, o intercambista que possuir algum problema de saúde que contra-indique a vacinação, deve consultar seu médico e solicitar um atestado para emissão do Certificado Internacional de Isenção de Vacinação.

A principal orientação da Anvisa é que todas as pessoas estejam em dia com seu calendário vacinal do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.