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Tecnólogo em Comunicação Assistiva

  • Duração média do curso

    2 anos e meio.
  • Salário inicial médio

    900

O que é

O tecnólogo em Comunicação Assistiva traduz e interpreta a Língua Brasileira de Sinais (Libras), utilizada por deficientes auditivos, e o alfabeto braile, usado por deficientes visuais. saiba mais »

Apenas duas instituições de ensino oferecem esse curso no país: a PUC-MG e a UCPel, as duas possuem foco em Libras. Na PUC-MG, o tecnólogo sai habilitado para trabalhar tanto com Libras quanto com a linguagem braile. Nesse caso, o aluno aprende o alfabeto e seu significado e adquire conhecimento sobre os softwares especiais para deficientes visuais e os equipamentos utilizados na datilografia. Em relação a Libras, além do domínio das técnicas específicas sobre os sinais e seu significado, o estudante estuda fundamentos da linguística e as implicações sociais e psicolinguísticas da surdez sobre a comunidade, cultura e identidade surda. Treina entonação de voz, postura e expressão corporal para interpretação em TV, em salas de aula ou auditórios. O estágio é obrigatório.

O que faz

O tecnólogo em Comunicação Assistiva atua na promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência, na perspectiva da inclusão escolar e social nos setores públicos ou privados. Utiliza recursos pedagógicos, linguagens, códigos e sistemas específicos tais como LIBRAS, BRAILLE e Comunicação Alternativa, equipamentos, tecnologias, ferramentas de trabalho especialmente desenhadas ou adaptadas para viabilizar a comunicação, a informação e a sinalização para o acesso à educação. Com a crescente inserção desse público no setor produtivo e o advento de novas tecnologias de informação e comunicação, a área demanda profissionais tecnicamente preparados. Além de empregar equipamentos e técnicas de produção de material para essa "comunicação especial", esse profissional envolve-se também com estudos e pesquisas para o desenvolvimento de novas estratégias, estimulando a inclusão social pela minimização das barreiras na comunicação.

Perfil do profissional

Possuir espírito investigativo Gostar de trabalhar em equipe Ser sociável e ter habilidade para lidar com o público Facilidade para comunicar-se e transmitir idéias com clareza

Características comportamentais

Senso crítico, flexibilidade, dinamismo e habilidade interpretação. Capacidade de síntese, criatividade, curiosidade e gosto pela leitura. Extroversão, sociabilidade, espírito de investigação, facilidade de expressão, habilidade para escrita, interesse em adquirir conhecimentos em diversas áreas. Gosto pela pesquisa, pensar e agir sob pressão. Possuir interesse social coletivo. Atualização constante, dinamismo. Admitir opiniões diferentes, capacidade de observação e improvisação.

Mercado de trabalho

A crescente inclusão social de deficientes visuais e auditivos fez aumentar a demanda por profissionais qualificados. Existem duas leis, uma de 2004 e outra de 2005, que formalizaram a acessibilidade dos deficientes a serviços básicos, como educação e transporte público, além de exigir a presença do intérprete em órgãos públicos. As principais oportunidades para este tecnólogo estão na área de educação. saiba mais »

Empresas privadas, sobretudo as que atendem ao público em geral, contratam intérpretes como funcionários fixos. O profissional especialista em braile pode se empregar também em editoras, associações de cegos e órgãos governamentais ou organizações não-governamentais voltados para a inclusão social de deficientes visuais.

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